Qual seguro viagem devo comprar? Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está planejando uma viagem — e a resposta correta depende de três fatores: o destino, o seu perfil de saúde e as atividades que você vai fazer. Não existe um plano único ideal para todo mundo. Existe o plano certo para a sua viagem.
Este guia vai te ajudar a entender os critérios de escolha e chegar à decisão certa. Para comparar preços e coberturas de forma rápida, acesse o Seguros Promo com o cupom DICASDEVIAGEM15 para 15% de desconto.
Como avaliamos: As recomendações deste guia foram elaboradas a partir da análise de coberturas de planos disponíveis no mercado brasileiro, requisitos obrigatórios por destino (Tratado de Schengen, Cuba, Venezuela), comparação de perfis de viajantes e consulta às condições gerais das principais seguradoras: Coris, Assist Card, Allianz Travel, Intermac, GTA, Affinity e Universal Assistance.
Passo 1: verifique o que o seu destino exige
O primeiro filtro na escolha do seguro viagem é o destino. Alguns países exigem seguro com cobertura mínima como condição de entrada — sem ele, você pode ser barrado na imigração.
| Destino | Seguro obrigatório? | Cobertura mínima exigida |
|---|---|---|
| Europa (Espaço Schengen) | Sim | € 30.000 em DMH |
| Cuba | Sim | US$ 10.000 em DMH |
| Venezuela | Sim | US$ 40.000 em DMH + repatriação |
| EUA e Canadá | Não | Recomendado mín. US$ 100.000 (saúde cara) |
| Reino Unido | Não | Recomendado — NHS pode cobrar estrangeiros |
| Japão, Austrália, Ásia | Não | Recomendado mín. US$ 50.000 |
| América Latina | Não (salvo Venezuela) | Recomendado mín. US$ 30.000 |
| Brasil (nacional) | Não | Planos nacionais disponíveis a partir de R$ 5/dia |
Mesmo nos destinos onde o seguro não é obrigatório, a recomendação é sempre contratar. Uma internação nos EUA pode facilmente ultrapassar US$ 10.000 por dia. No Japão e na Austrália, os custos também são elevados. O seguro cobre esse risco por um valor muito menor do que qualquer emergência real.
Passo 2: entenda o que é DMH e qual valor escolher
DMH significa Despesas Médicas e Hospitalares — é a cobertura principal de qualquer seguro viagem. Ela paga as contas de hospital, internação, exames e cirurgias emergenciais no exterior. Quanto maior o valor contratado, mais protegido você fica em caso de emergência grave.
A regra geral é simples: quanto mais caro o sistema de saúde do destino, maior deve ser o seu DMH. Veja os valores mínimos recomendados por perfil e destino:
| Perfil / Destino | DMH recomendado |
|---|---|
| Viajante saudável, destinos de baixo custo médico | US$ 30.000 |
| Europa (Schengen) — mínimo legal | € 30.000 |
| Europa (Schengen) — recomendado | US$ 60.000 ou mais |
| EUA, Canadá | US$ 100.000 ou mais |
| Idosos, gestantes, doenças preexistentes | US$ 60.000 ou mais para qualquer destino |
| Destinos remotos (Antártida, Nepal, Patagônia) | US$ 100.000 ou mais + evacuação aérea |
Além do DMH, um bom plano deve incluir regresso sanitário (transporte de volta ao Brasil se você não puder viajar normalmente), cobertura odontológica de urgência e extravio de bagagem. Essas coberturas vêm na maioria dos planos intermediários e completos.
Passo 3: identifique seu perfil de viajante
Depois do destino, o segundo filtro mais importante é o seu perfil. Algumas situações exigem atenção especial na hora de contratar — e, se você se enquadrar em alguma delas, precisa confirmar que o plano escolhido realmente cobre o seu caso.
Viajantes acima de 60 anos
O risco de emergências médicas aumenta com a idade, então o DMH deve ser mais alto — pelo menos US$ 60.000 para a Europa e US$ 100.000 para os EUA. Verifique o limite de idade da apólice: algumas seguradoras aceitam até 85 anos (como Coris e Allianz Travel), outras têm limites mais baixos. Confirme também se a cobertura para doenças preexistentes está incluída ou pode ser contratada como adicional.
Gestantes
Nem todos os planos cobrem gestantes, e os que cobrem têm limite de semanas gestacionais. A Coris aceita gestantes de até 45 anos com até 32 semanas; a Affinity também tem planos para gestantes. Verifique sempre o limite de semanas no momento da contratação e confirme o que está coberto: parto prematuro, complicações e internação costumam ter regras específicas.
Pessoas com doenças preexistentes
Doenças crônicas como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos geralmente não são cobertas pelo plano padrão. Para ter cobertura para sintomas agudos dessas condições, é necessário contratar um plano que inclua preexistentes expressamente — ou contratar esse adicional. Seguradoras como Assist Card e My Travel Assist oferecem planos com essa cobertura. O DMH recomendado para esse perfil é de pelo menos US$ 60.000.
Praticantes de esportes e aventura
Esportes radicais como mergulho, escalada, rafting em corredeiras e esqui não estão cobertos pelos planos padrão. Se você vai praticar qualquer atividade de risco, precisa de um plano que inclua cobertura para esportes — ou contratar esse adicional. Intermac e Coris têm planos cobrindo mais de 70 modalidades esportivas.
Viajante frequente (mais de 3 viagens por ano)
Para quem viaja com frequência, o plano multiviagens (ou anuais) pode ser mais econômico do que contratar um seguro por viagem. Esses planos cobrem todas as viagens dentro de um período de 12 meses, com limite de dias por viagem (geralmente 30 a 60 dias por saída). Vale comparar o custo total anual com o custo de contratar individualmente.
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Passo 4: saiba quais coberturas realmente importam
Com destino e perfil definidos, chegou a hora de comparar os planos. As coberturas abaixo são as mais importantes para a maioria dos viajantes:
| Cobertura | O que garante | Valor mínimo recomendado |
|---|---|---|
| DMH | Consultas, internação, cirurgias, UTI | US$ 30.000 a US$ 100.000+ |
| Regresso sanitário | Transporte de volta ao Brasil por motivo médico | Incluído na maioria dos planos |
| Cobertura odontológica | Tratamento de urgência dentária | A partir de US$ 300 |
| Cobertura farmacêutica | Reembolso de medicamentos após atendimento | A partir de US$ 300 |
| Extravio de bagagem | Indenização complementar à da companhia aérea | A partir de US$ 500 |
| Atraso de voo | Reembolso de despesas por atraso significativo | A partir de US$ 100 |
| Cancelamento de viagem | Reembolso de passagens e hospedagem em casos previstos | Verificar exclusões na apólice |
| Traslado de corpo | Transporte em caso de falecimento no exterior | Incluído na maioria dos planos |
Coberturas como cancelamento por qualquer motivo, cobertura para eletrônicos e auxílio financeiro emergencial são adicionais que valem a pena avaliar dependendo do que você leva na viagem e do destino escolhido.
Passo 5: verifique a reputação da seguradora
Uma cobertura alta no papel não vale nada se a seguradora dificulta o acionamento na prática. Antes de fechar, pesquise a nota e o índice de solução da seguradora no Reclame Aqui. Veja o que os dados mais recentes mostram sobre as principais opções do mercado:
| Seguradora | Nota Reclame Aqui* | Destaques |
|---|---|---|
| Universal Assistance | 8,6 | 86% de índice de solução, 100% de respostas |
| Intermac | 8,2 | Cobre idosos até 99 anos, esportes |
| Allianz Travel | 8,2 | 3x eleita melhor seguro pelo Prêmio Melhores Destinos |
| Coris | 7,5 | Atendimento próprio, sem terceirizados, 70% de solução |
| Assist Card | Boa reputação | Atendimento 24h em português, cobertura até US$ 1 milhão |
*Dados aproximados baseados nos últimos levantamentos disponíveis. Consulte o Reclame Aqui para os valores mais recentes.
E o seguro do cartão de crédito, não basta?
Pode ser suficiente em alguns casos — mas tem limitações importantes que passam despercebidas. A maioria dos seguros de cartão exige que a passagem tenha sido comprada integralmente com aquele cartão, tem coberturas mais restritas e limites de DMH menores do que planos contratados diretamente.
Para destinos onde o seguro é obrigatório, como a Europa, o seguro do cartão pode ser aceito — mas é preciso emitir o bilhete de seguro antes de viajar e confirmar que a apólice cumpre os requisitos do Espaço Schengen. Se o cartão não atende às exigências mínimas, o seguro contratado via Seguros Promo cobre o que falta com muito mais precisão e por um custo acessível.
Onde comprar o seguro viagem?
A forma mais prática e econômica de contratar é por um comparador de seguros, que reúne planos de várias seguradoras em um só lugar e permite comparar cobertura por cobertura antes de decidir. O Seguros Promo é o maior comparador do Brasil, com planos de Coris, Assist Card, Allianz Travel, Intermac, GTA, Affinity, Universal Assistance e outros.
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Quando contratar o seguro viagem?
O ideal é contratar logo após a compra das passagens ou do pacote de viagem. Quanto antes você contratar, mais tempo estará coberto para eventos que podem acontecer antes do embarque — como cancelamento de viagem por doença ou acidente. Contratar com antecedência também evita o risco de esquecer no aperto dos preparativos finais.
Perguntas frequentes
Depende do destino. Para a Europa (Espaço Schengen), o mínimo legal é € 30.000. Para os EUA e Canadá, o recomendado é US$ 100.000 ou mais, dada a carestia do sistema de saúde americano. Para destinos sem exigência legal, US$ 30.000 é o mínimo razoável para um viajante saudável.
Em alguns casos sim, mas tem limitações. Ele exige que a passagem tenha sido paga integralmente com o cartão, tem coberturas menores e pode não atender aos requisitos de países que exigem seguro obrigatório. Verifique as condições antes de confiar apenas nele.
Sim, para todos os países do Espaço Schengen. O seguro deve ter cobertura mínima de € 30.000 para despesas médicas e hospitalares e cobrir repatriação. Sem ele, você pode ser barrado na imigração.
Os EUA não exigem seguro obrigatório, mas o custo de saúde é um dos mais altos do mundo. O recomendado é um plano com pelo menos US$ 100.000 de DMH. Planos com US$ 150.000 a US$ 300.000 oferecem mais tranquilidade para viagens longas ou com atividades de risco.
Não nos planos padrão. Para ter cobertura para crises agudas de doenças crônicas, é preciso contratar um plano que inclua essa cobertura expressamente. Seguradoras como Assist Card e My Travel Assist oferecem essa opção.
Sim. Esportes como mergulho, escalada, rafting e esqui não estão cobertos nos planos convencionais. Você precisa de um plano com cobertura para esportes ou contratar esse adicional. Intermac e Coris têm planos cobrindo mais de 70 modalidades.
Não. O seguro viagem precisa ser contratado antes do início da viagem. Após o embarque, não é possível contratar ou ampliar coberturas.
Planos econômicos são adequados para viajantes jovens, saudáveis, em destinos sem alto custo médico e sem atividades de risco. O problema surge quando o viajante escolhe um plano barato para um destino caro, como os EUA, ou para uma situação que exige cobertura maior. O preço deve ser o último critério, não o primeiro.
O seguro viagem não é obrigatório para viagens dentro do Brasil, mas pode ser útil — especialmente em regiões remotas com acesso limitado à saúde, ou para cobrir cancelamentos e extravio de bagagem em voos domésticos.
O plano básico cobre o essencial: DMH, regresso sanitário e extravio de bagagem, com valores menores. O intermediário amplia os limites e adiciona coberturas como dental, farmácia e atraso de voo. O plano completo inclui tudo isso com limites altos e coberturas adicionais como cancelamento por qualquer motivo, esportes e preexistentes. A escolha entre eles deve ser baseada no destino e no perfil do viajante.
Conclusão
Para saber qual seguro viagem comprar, siga a ordem: primeiro verifique o que o destino exige, depois avalie seu perfil de saúde e as atividades planejadas, e só então compare preços. Um plano com DMH adequado ao destino, cobertura para o seu perfil e boa reputação da seguradora é sempre melhor do que o mais barato disponível.
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